Anny Carline: “Para mim arte é vida e vice-versa”

Anny Carline: “Para mim arte é vida e vice-versa”

Arte, natureza, sustentabilidade, inspiração, vida! Se eu pudesse resumir a entrevista da Anny em algumas palavras, seriam essas.    

A Energia Circular é uma iniciativa criada pela Anny, um ser humano iluminado, conectado com a natureza, inspirado pela arte e com uma simpatia de outro mundo.

Muito além de mandalas, o seu projeto é cheio de intenção, significado, representatividade para a arte e muito mais. Conheço a artista faz um pouco mais de 3 anos e me sinto muito feliz em contemplar e divulgar o seu projeto na Bela Consciência.

Se você quer saber um pouco mais sobre o projeto e conhecer essa artista de perto, confira a matéria e sinta essa energia da onde você estiver.   

1️) Anny, gostaria de saber um pouco da sua trajetória até chegar os dias de hoje.

Bem, eu nasci em Curitiba, onde vivi por 19 anos. Em 2014 consegui realizar o sonho de morar no litoral, onde estou até hoje, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Vim para estudar e, entre idas e vindas, estou me formando no curso de Engenharia Ambiental e Sanitária. Nesse período universitário vivi e vivo muita coisa. Me formei como instrutora de Hatha Yoga, em Florianópolis; iniciei meu caminho do Reiki; fiz alguns cursos de mergulho profissional; um curso de Mandalaterapia, além do meu estudo diário de artes, que é mais autodidata.

2️) Como e quando se dá o seu primeiro contato com a pintura? De onde vem as inspirações para suas artes?

Eu costumo dizer que meu primeiro contato com a arte foi por meio das mandalas. Mas aí me recordo como nasci cercada de arte. Minha mãe é uma grande artista, faz de tudo e mais um pouco, respira arte, mas nunca levou esse dom e amor à sério, sempre como hobby e em segundo plano. Meu pai também é incrivelmente criativo em tudo o que faz. Enfim, posso dizer que minha influência primária é de berço.

Mas o momento em que eu despertei meu amor pela arte foi em 2013, quando vi alguns desenhos de mandalas (sem saber que era esse o nome), me encantei e fui pesquisar mais a respeito e me apaixonei profundamente, principalmente pela grandeza do significado. Então tentei desenhar a partir de alguns vídeos e fluiu. Desde então não parei mais e fui explorando outras técnicas artísticas.

A minha maior inspiração sem dúvidas é a natureza. Gosto muito do questionamento: “A arte imita a vida ou a vida imita a arte?!”. Para mim arte é vida e vice-versa. Além disso, é algo que vem de dentro, então próprio processo de autoconhecimento influencia muito, já que a arte é uma materialização de sentimentos e emoções. E, ainda, a internet está nos inspirando muito hoje em dia a partir do fácil acesso à diversas obras e artistas incríveis que abrem ainda mais o nosso olhar criativo.

3) Poderia nos falar um pouco sobre suas obras, seu percurso e nos contar um pouco sobre seu processo criativo?

Minhas obras variam bastante, tanto de técnica quanto de superfícies. Crio ilustrações de mandalas e outros ornamentais em paredes, pranchas de surf, shape de skate, telas, papeis, vidro, móveis entre diversas outras superfícies. Além das ilustrações, gosto muito da pintura acrílica sobre tela (utilizo muito nos fundos das ilustrações), colagens manuais com recorte de revistas, aquarela, xilogravura, stencil… enfim, amo me aventurar em várias vertentes. Eu sou muito mais da prática, então geralmente eu aprendo direto com a mão na massa, no máximo vejo uns vídeos breves para ajudar no início, mas admito não ter muita paciência para a teoria (as vezes é preciso).

Sobre o processo criativo, preciso primeiramente estar bem espiritual e fisicamente. Ansiedade, tristeza e pressão não combinam com processo criativo. Vai sair arte, mas geralmente eu não gosto do resultado, além disso, não é legal pois acredito muito que a arte concentra a energia do artista, especialmente as mandalas, que são canalizadores. Outras coisas que influenciam muito no processo criativo são: local, tem que ser aconchegante e acolhedor; organização (bagunça de arte, ok! Kkk); música (no meu caso, não sai nadinha sem música – boa -); e aquelas inspirações que citei anteriormente.

4️) Quais foram os primeiros passos para iniciar o seu projeto?

A Energia Circular nasceu a partir do pedido de amigos por obras que eu fazia por hobby (e amor). Então, resolvi criar um Instagram para divulgar os primeiros quadrinhos de mandala que fiz e assim foram surgindo pedidos para outras superfícies maiores. Aí o pessoal começou a me conhecer como “mandaleira” e fui desenvolvendo aos poucos. O nome foi o primeiro que veio à mente, já que mandala em sânscrito significa círculo e elas nada mais são que centros canalizadores de energia.

5) Como surgiu o seu interesse pelas mandalas?

O primeiro encanto foi pela estética. Algo me chamou muita atenção nesses traços ornamentais que se interligam e formam círculos cheios de outras formas geométricas. Depois me apaixonei pelo significado e o que elas podem proporcionar para quem as desenha, pinta ou contempla. Para quem não sabe as mandalas são utilizadas há milhares de anos em diversas culturas de diversas formas, mas basicamente em processos meditativos; como transformadoras de energia negativa em positiva, trazendo ordem ao caos; harmonizando os ambientes e mentes; além de ser fruto de diversos estudos de psicanálise, utilizadas em processos terapêuticos.

6) O que mais você aprende com o seu projeto? Nos conte detalhes!

Sem dúvidas, boa parte do que sou hoje é fruto dessa caminhada no mundo da arte e da yoga. Aprendo principalmente sobre mim, o famoso autoconhecimento. Mas a partir disso aprendo a conviver melhor com o restante do mundo, a levar tudo com mais calma, paciência e compreensão, a me relacionar com o ‘todo’ com mais leveza. A aceitar, confiar, entregar e agradecer.

7) Você é conectada com a natureza? Você acredita que essa conexão inspira o seu projeto?

Muito! Sinto muito essa troca de energia que temos com os quatro elementos e com o cosmos. Um toque na terra, um mergulho no mar ou numa cachoeira, uma “simples” admiração de um pôr/nascer do sol, a conexão com as fases da lua…, são coisas básicas para uma vida mais leve e uma mente mais criativa. Nós como mulheres temos uma ligação ainda mais forte com esses ciclos, em especial os lunares, é importantíssimo adquirirmos esse conhecimento e uma consequente contemplação.

Quanto mais me conecto com a natureza, mais vibro em sintonia com ela e cresce ainda mais o desejo de colaborar de alguma forma para a preservação do nosso planeta. Por mais simples que pareça, são pequenas atitudes que fazem a diferença. Assim, eu busco incentivar algumas mudanças de hábitos, desde práticas para obter a clareza de que não estamos separados do resto do universo para assim, surgir a vontade de mudar.

8) De que forma a sustentabilidade se mostra em seu dia a dia?

Através de pequenos hábitos como a substituição de embalagens plásticas e descartáveis por reutilizáveis ou de materiais biodegradáveis, por exemplo, cotonete com hastes de papel, ecobags, eco copos, canudos de aço inoxidável etc. Além disso, aderir a correta separação dos resíduos colaborando com a coleta seletiva e utilizar composteira doméstica para reciclagem dos resíduos orgânicos são atitudes sustentáveis. Dar preferência para materiais de mais fácil reciclagem como as latas ao invés de vidros também é um hábito que devemos obter.

E, ainda, sustentabilidade também é sobre fortalecer os pequenos negócios e negócios locais, evitar comprar das grandes empresas que já se mantém sem esforços; evitar comprar produtos importados, já que os navios de carga estão entre os maiores poluidores dos oceanos no mundo; e priorizar a mão de obra e o fornecimento local na produção.

Não posso deixar de citar que a alimentação também é um ato revolucionário rumo à sustentabilidade. Visto que a pecuária acarreta em um impacto negativo MUITO significativo para o meio ambiente, deixar de consumir ou reduzir o consumo de carne é uma alternativa a se considerar.

9️) Para você, qual é a conexão do seu projeto e o yoga?

Meu primeiro contato com as mandalas foi mais ou menos no mesmo momento que o meu primeiro contato com o yoga, ambos em 2013, e acredito não ser por acaso. Para mim a arte e a yoga são presença, revolução, transformação e elevação. Quando mais me conheço e entendo o mundo através dos ensinamentos do yoga, mais arte eu respiro, mais arte eu expresso. Quanto mais eu mergulho no yoga, mais eu afloro meu processo criativo. E o projeto Energia Circular busca levar isso além, alcançar mais pessoas, para que se conheçam e se relacionem melhor consigo mesmas e com o universo, seja pela arte, pela yoga ou ambos e, consequentemente, a sustentabilidade aflorará.

10) Gostaria de acrescentar algum aprendizado que teve desde o início até os dias atuais?

Sim. Aprendi sobre se libertar dos padrões impostos que nos limitam de SER. Se puder dar uma dica será: se conheça, se perceba, se compreenda e se aceite; repare no que faz teu coração pulsar e teu corpo vibrar diferente, no que te arrepia, te emociona e te dá prazer e mergulha nisso, talvez aí esteja o seu propósito; se desprenda da necessidade de aceitação e reconhecimento. Quando você se permite SER, quando emana sua essência real e se alinha ao seu propósito, tudo flui. Vai com calma mas vai com alma!

Serviço

Site oficial: www.energiacircular.com.br

Instagram: @energiacircular

Facebook: /energiacircular

Isabela Vera
contato@abelaconsciencia.com.br

A Bela Consciência é um objetivo traçado com muita imaginação e bel-prazer. Ela se tornou a oportunidade perfeita de unir a minha profissão e um dos assuntos que mais amo: o autoconhecimento.

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